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Você está desligando cedo demais?

A gente analisou 63,5 milhões de chamadas de saída da API4COM em 24 meses para entender como o tempo de espera se relaciona com os atendimentos e as conversas de vendas.

Depois dos filtros de discagem automática, a base ficou com 32.622 operadores com paciência mensurável. O estudo acompanha o que acontece entre discar, esperar e conseguir uma conversa.

A telefonia de vendas do Brasil passa pela API4COM.

A API4COM é a plataforma de voz e IA para times de vendas, integrada aos principais CRMs do mercado.

A força de quem entende de vender com telefone
mais de 126 milhõeschamadas realizadas
mais de 1 milhãohoras de conversa
mais de 7,8 milhõesconversas de 2 minutos ou mais
22integrações nativas com CRM
Suporte que resolve rápido
1 mintempo médio para a 1ª resposta
1 mintempo médio entre respostas
5★de satisfação no Google

O tempo até desligar entra na conta

Um operador deixa tocar três vezes e já parte para a próxima ligação. Outro espera até o décimo toque antes de desligar.

A hipótese era que existiria um tempo intermediário de espera associado à maior taxa de atendimento. A gente foi conferir nos dados.

A API4COM processa chamadas de empresas brasileiras com operações de prospecção, telemarketing e sucesso do cliente.

Quando o operador desliga antes de alguém atender e antes de a operadora cortar, o sistema sabe, com precisão de segundos, quanto tempo ele esperou. Esse tempo de espera é a paciência deste estudo.

A gente cruzou a paciência de cada operador com a taxa de atendimento: a proporção das chamadas que tocaram e foram atendidas.

Compare quem liga no mesmo ritmo

Em 24 meses, tem operador que fez 5 chamadas no total e operador que faz 200 por dia. Essa diferença precisava entrar na análise.

Uma comparação direta misturaria paciência com frequência de uso.

Por isso a gente separou a base em cinco perfis de uso: Esporádico (menos de 30 chamadas no total) e, entre os demais, Leve (menos de 10 por dia ativo), Moderado (10 a 25), Intenso (25 a 50) e Máximo (50 ou mais).

Dia ativo é o dia com pelo menos uma tentativa. Cada operador só foi comparado com colegas do mesmo perfil.

Perfis de uso, número de operadores em cada um e taxa de atendimento média do perfil.
PerfilCritério OperadoresTaxa de atendimento

Entre os perfis que ligam com regularidade, a taxa de atendimento é menor nos grupos de maior volume: o Leve atende 59,3%, e o Máximo, 48,0%.

Uma possível explicação está nas listas: operações de maior volume podem alcançar mais contatos que ainda não conhecem a empresa.

O perfil Esporádico tem a menor taxa. O uso pouco frequente pode estar ligado a uma rotina de ligações menos consistente, mas a análise não isolou essa explicação.

A próxima comparação considera a paciência dentro de cada perfil.

Os mais pacientes atendem mais em todos os perfis

Dentro de cada perfil, a gente ordenou os operadores pela paciência e os separou em cinco grupos do mesmo tamanho, dos 20% mais apressados aos 20% mais pacientes. Depois, calculou a taxa de atendimento de cada grupo.

Taxa de atendimento por nível de paciência, dentro de cada perfil
Cada linha é um perfil de uso, e cada ponto, 20% dos operadores, do mais apressado ao mais paciente. No perfil Máximo, as duas pontas esperam cerca de 10 e 28 segundos antes de desligar.
Fonte: API4COM (dados proprietários) · n=32.622 operadores · janela de 24 meses

Nos cinco perfis, a taxa de atendimento cresce do grupo mais apressado ao mais paciente. O grupo que espera mais tem a maior taxa em cada perfil analisado.

No perfil Máximo, a taxa de atendimento vai de 37% no grupo mais apressado para 58% no mais paciente: 21 pontos percentuais.

No estudo “Ninguém atende o telefone?”, a gente encontrou uma taxa de atendimento praticamente estável na base analisada ao longo de dois anos. Aqui, a comparação entre operadores do mesmo perfil mostra uma diferença associada ao tempo de espera.

No perfil Máximo, o grupo mais paciente espera cerca de 28 segundos e tem uma taxa de atendimento 57% maior que a do grupo que espera cerca de 10.

Aplicadas a mil chamadas que chegaram a tocar, essas taxas equivalem a cerca de atendimentos.

Dentro dos tempos observados, a maior taxa está no grupo mais paciente. O estudo não estabelece um tempo ideal para toda ligação.

Quanto mais o operador liga, mais a paciência importa

Nos perfis de uso regular, a relação entre paciência e atendimento se fortalece conforme o volume de ligações aumenta.

Força da relação entre paciência e taxa de atendimento, por perfil
Correlação de Spearman entre a paciência mediana e a taxa de atendimento de cada operador. Quanto mais alto o valor, mais forte é a associação entre as duas medidas.
Fonte: API4COM (dados proprietários) · Spearman por perfil · todos com p < 0,001

Nos perfis Leve e Esporádico, a associação é mais fraca. Qualidade da lista e horário da ligação são outros fatores que podem influenciar o atendimento.

Nos perfis que ligam mais, a relação fica bem mais forte: a correlação vai de 0,17 no Leve a 0,46 no Máximo. Uma hipótese é que o volume maior reduza o peso de chamadas isoladas na média. A análise não separa o efeito da paciência de todos os outros fatores.

Para a gestão, os perfis Intenso e Máximo são um bom ponto de partida para testar mudanças no tempo de espera. O efeito desse treinamento precisa ser medido na própria operação.

O que a espera rende por hora de trabalho

“Quanto esse tempo de espera rende em atendimentos e conversas no fim do dia?” Uma pergunta para quem gerencia a operação.

Quem desliga em 10 segundos pode discar de novo mais cedo. Quem espera 30 dedica mais tempo a cada tentativa.

A pergunta é se o tempo a mais de espera se paga em atendimento.

Para responder, a gente comparou de novo os 32.622 operadores: os 20% mais impacientes contra os 20% mais pacientes, dentro do mesmo perfil de uso. São operadores reais, sem simulação.

Antes da conta: tentativa, atendimento e conversa

Numa operação ativa, vale acompanhar três medidas separadas:

01
Tentativa

O operador discou. A tentativa conta mesmo quando ninguém atende.

02
Atendimento

Alguém pegou o telefone. Pode ser só um “agora não posso” de 8 segundos.

03
Conversa de 2 minutos

A chamada atendida que durou 2 minutos ou mais. É a medida usada aqui para acompanhar conversas com tempo para uma abordagem comercial.

O relatório da central permite acompanhar tanto as tentativas quanto os atendimentos e as conversas.

As conversas de 2 minutos ajudam a avaliar quantas ligações duraram o suficiente para uma abordagem comercial. Elas não comprovam que houve uma venda.

A conversa de 2 minutos é a mesma medida que o estudo “Ninguém atende o telefone?” chamou de oportunidade de venda. Na base daquele estudo, essa medida caiu quase pela metade em dois anos.

Mais conversas por hora e por dia

Os três gráficos comparam, dentro de cada perfil, os 20% mais impacientes com os 20% mais pacientes.

A conta é por hora ativa: hora do relógio em que o operador fez pelo menos 3 tentativas.

Tentativas por hora
Quantas vezes o operador disca, em média, em cada hora ativa de operação.
Fonte: API4COM (dados proprietários) · 24 meses · 32.622 operadores

Nos perfis Leve, Moderado, Intenso e Máximo, os impacientes fazem de 5% a 13% mais tentativas por hora.

No perfil Esporádico, os resultados variam mais: quem liga pouco acumula poucas horas com 3 tentativas.

O passo seguinte é contar quantas dessas tentativas foram atendidas.

Atendimentos por hora
Quantas tentativas viraram alguém dizendo alô, em média, por hora ativa.
Fonte: API4COM (dados proprietários) · atendimento = chamada com algum tempo de duração

Os pacientes conseguem mais atendimentos por hora em todos os perfis. No Máximo, são 7,0 contra 5,1 dos impacientes.

Uma parte da diferença pode vir do próprio tempo de toque: a pessoa tem mais tempo para chegar ao telefone.

Na conversa de 2 minutos, a diferença fica ainda maior.

Conversas de 2 minutos por hora
Quantas chamadas atendidas duraram 2 minutos ou mais, em média, por hora ativa.
Fonte: API4COM (dados proprietários) · conversa de 2 minutos = chamada atendida com duração de 120 segundos ou mais

No perfil Máximo, o impaciente faz 0,42 conversa de 2 minutos por hora, e o paciente, 0,87: mais que o dobro. No Intenso, a diferença é de ; no Moderado, de ; e no Leve, de .

Em todos os perfis de uso regular, os pacientes têm mais conversas de 2 minutos por hora.

Por dia ativo, no perfil Máximo, são 2,35 conversas de 2 minutos para o impaciente e 5,37 para o paciente.

Mantidas essas médias, numa semana de 5 dias ativos, conversas. Num mês de 20 dias ativos, . Num ano de 240 dias ativos, .

São grupos com ritmo de uso semelhante. A comparação mostra uma associação com a espera; outras diferenças entre os operadores também podem contribuir para o resultado.

A diferença continua depois do alô

Os dados mostram diferenças na taxa de atendimento e na duração das chamadas. Também há uma hipótese sobre as habilidades dos operadores que exige outro tipo de teste.

1

Menos tentativas viram atendimento

das tentativas viram atendimento, no perfil Máximo

Com mais tempo de toque, a pessoa tem mais chance de chegar ao telefone antes de a chamada terminar.

2

Quando atende, a conversa é curta

de duração da chamada atendida, na mediana

A mediana é de 11 segundos entre os impacientes e de 32 entre os pacientes. Os dados de duração não mostram o motivo de cada encerramento.

Entre os impacientes, 8,8% dos atendimentos duram 2 minutos ou mais. Entre os pacientes, são 13,9%: uma proporção maior.

3

Outras habilidades podem influenciar

Quem espera mais talvez também ouça melhor e conduza melhor a conversa. Essas habilidades podem contribuir para o resultado.

Separar os dois exigiria um teste controlado, com o mesmo operador mudando só a espera. Estes dados não fazem esse teste.

A comparação reúne operadores da mesma faixa de volume de uso. Isso reduz a influência do ritmo de ligações, mas não iguala as listas, as habilidades ou as condições de trabalho.

O que muda em cada perfil de operação

Os 20% mais impacientes contra os 20% mais pacientes, nos cinco perfis. Os números são de operadores reais da base, e cada variação é calculada a partir dos dois valores da célula.

Impaciente contra paciente, por perfil, em tentativas, atendimentos e conversas de 2 minutos por hora e por dia.
Perfil Tentativas/hora Atendimentos/hora Conversas 2min/hora Conversas 2min/dia

Esporádico: amostra ruidosa por volume baixíssimo, porque operadores que mal usam o sistema acumulam poucas horas com 3 tentativas ou mais. Os valores ficam na tabela para permitir a consulta de todos os perfis.

Nos perfis de uso regular, os pacientes registram mais atendimentos e mais conversas de 2 minutos por hora.

Acompanhe essas medidas junto com as tentativas por hora. Assim, o painel mostra tanto o esforço de discagem quanto as conversas que ele produz.

O efeito da espera, porta a porta

Este exemplo ilustra as proporções do perfil Máximo com dois vendedores de porta em porta. Os números são uma simulação calculada a partir do estudo.

Neste exemplo, o vendedor B teve o dobro de conversas.

No exemplo, bater à porta corresponde à tentativa, alguém abrir corresponde ao atendimento, e ouvir a apresentação corresponde à conversa de 2 minutos.

O exemplo mostra por que vale acompanhar as conversas junto com as tentativas.

O que encontramos num time de 22 vendedores

A gente também quis conferir se a relação aparecia dentro de uma única equipe.

Para isso, refez a análise em um cliente da API4COM: cinco semanas cheias entre julho e agosto de 2026, 22 vendedores e 71.800 tentativas depois do filtro de automação.

Nesse time, a paciência vai de 6 segundos no vendedor mais apressado a 31 no mais paciente. A mediana é de 140 ligações por dia ativo: o perfil em que, na base inteira, a relação com a paciência é mais forte.

Atendimento e conversa de 2 minutos por grupo de paciência, em um cliente.
Grupo de paciênciaVendedoresPaciência TentativasAtendimentoConversa 2min

A taxa de atendimento cresce de um grupo de paciência para o seguinte. A correlação entre paciência e atendimento é de +0,71, contra +0,46 no perfil de maior volume da base inteira.

Dentro dessa equipe, a associação é mais forte que no perfil Máximo da base inteira.

O resultado se repete nas cinco semanas: a taxa de atendimento do terço mais paciente fica cerca de 10 pontos percentuais acima da do terço mais apressado.

Ao medir a paciência num conjunto de ligações e o atendimento em outro, a correlação fica em +0,75. A associação também se mantém quando a definição de paciência muda.

A associação com o atendimento se mantém nas verificações feitas para esse cliente.

Nas conversas de 2 minutos, o terço paciente registra de 2 a 3 vezes mais conversass que o apressado em cada semana. Com 22 vendedores, essa associação ainda é incerta: o intervalo de confiança inclui zero. Os detalhes estão em “Sobre o método”.

Como testar esses achados na sua operação

01
Meça a paciência da sua operação

Calcule a mediana do tempo de toque até o cancelamento de cada operador. Se o time costuma desligar antes de 15 segundos, teste uma espera maior e acompanhe o resultado.

02
Comece pelo time que liga muito

A relação com o atendimento é mais forte no perfil Máximo, de 50 ligações ou mais por dia ativo. Comece os testes por esse grupo.

03
Acompanhe as conversas por hora

Inclua no painel os atendimentos e as conversas de 2 minutos ou mais, além das tentativas. A central já registra essas medidas.

04
Separe os dois tempos da ligação

Meça separadamente o intervalo entre tentativas e o tempo de toque antes de desligar. Cada um afeta uma etapa da operação.

05
Teste o tempo de espera

Nos tempos observados, os mais pacientes tiveram maior taxa de atendimento. Teste a espera na sua operação, respeitando o limite técnico da chamada.

06
Compare sempre dentro do mesmo perfil

Compare operadores da mesma faixa de volume. Diferenças de lista e de rotina também precisam ser consideradas.

O próximo teste cabe na sua operação.

O tempo de toque é um ajuste que você pode testar com o time e a estrutura que já tem.

Teste uma espera maior e acompanhe as conversas por dia.

No perfil que mais liga, os grupos registraram cerca de 2 e 5 conversas de 2 minutos por dia.

O tempo de espera também entra na jornada.

No perfil Máximo, os pacientes fizeram cerca de 13% menos tentativas por hora.

Também tiveram 37% mais atendimentos e mais que o dobro de conversas de 2 minutos por hora. Meça o efeito da mudança no seu time.

Agora a ferramenta pra vender mais está nas suas mãos. Bora usar?

Faltam poucos passos até a melhor ferramenta de vendas da sua operação.

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Perguntas frequentes

Quanto do aumento vem do próprio tempo de toque?

Uma parte pode vir daí. Quem deixa tocar por mais tempo dá mais chance de a pessoa atender.

O estudo também acompanha as conversas de 2 minutos, que dependem do que acontece depois do atendimento. A diferença entre os grupos é maior nessa medida.

O estudo prova que esperar mais causa o resultado?

Não. O estudo compara operadores da mesma faixa de volume, mas não isola o efeito da espera de outras características dos profissionais.

Para separar esses efeitos, seria necessário um teste controlado em que só o tempo de espera mudasse.

E quando a chamada termina sozinha?

Essa chamada não entra na conta de paciência, porque quem desligou foi o sistema, não o operador. O efeito colateral é que o operador muito paciente pode ficar sub-representado na medida. Esse é um limite da medida: ela considera as chamadas que o próprio operador encerrou.

Chamadas que caem em caixa postal contam como atendidas?

Sim. No registro de chamadas, atendida é a chamada com duração maior que zero, e a caixa postal que atende gera duração. É o mesmo padrão do estudo “Ninguém atende o telefone?”.

A medida de 2 minutos reduz a influência dos atendimentos curtos, mas a duração, sozinha, não garante que houve uma conversa comercial.

Sobre o método

Como a análise foi montada

A análise considera a origem das chamadas, os filtros de automação, as medidas usadas e os limites dos resultados.

Fonte dos dados

63.592.557 chamadas de saída processadas pela API4COM em 24 meses, distribuídas entre 35.198 operadores únicos.

Como filtramos a discagem automática

Três filtros tiraram da base a discagem automática:

  • pares de operador e número com mais de 50 tentativas no período, padrão compatível com uma discadora repetindo o mesmo número;
  • os usuários de uma plataforma de prospecção automatizada;
  • quem disparou ao menos uma rajada de 10 chamadas em 3 segundos ou menos, assinatura de discadora industrial.

Restaram 40.683.025 chamadas e 32.622 operadores com paciência mensurável. Toda a análise usa essa base unificada, sem filtro de horário, então os números das duas partes do estudo se referem ao mesmo conjunto.

Definições operacionais

Paciência: mediana, por operador, do tempo entre o início e o cancelamento das chamadas que o operador desligou antes de a operadora ou o destinatário desligarem.

Taxa de atendimento: chamadas atendidas sobre o subconjunto em que a chamada chegou a tocar na outra ponta, o que exclui erro de discagem, número desativado e tempo esgotado da operadora.

Conversa de 2 minutos: chamada atendida com duração de 120 segundos ou mais.

Hora ativa: hora do relógio em que o operador fez pelo menos 3 tentativas. Esse mínimo reduz o peso das horas com poucas tentativas no início e no fim da jornada.

Segmentação e medida de força

O perfil Esporádico reúne quem fez menos de 30 chamadas no total. Os demais são divididos por tentativas por dia ativo: Leve (menos de 10), Moderado (10 a 25), Intenso (25 a 50) e Máximo (50 ou mais).

Dentro de cada perfil, os operadores foram divididos em cinco grupos pela paciência, e as comparações confrontam o grupo mais impaciente com o mais paciente do mesmo perfil.

A força da relação é medida pelo coeficiente de correlação de Spearman, que compara a ordenação dos operadores nas duas medidas e é menos sensível a valores extremos. As correlações por perfil têm p < 0,001.

O teste em um cliente

Cinco semanas cheias, de segunda a domingo, entre julho e agosto de 2026, no registro de chamadas de saída de um cliente da API4COM. 22 vendedores com atividade no período e 71.800 tentativas depois do mesmo filtro de automação. O cliente e os vendedores não são identificados.

A força da relação vem com intervalo de confiança de 95% por bootstrap, reamostrando vendedores, e valor-p por permutação com 10 mil embaralhamentos.

Paciência e atendimento: +0,71 (IC de +0,35 a +0,90, p < 0,001). Paciência e conversa de 2 minutos: +0,32 (IC de -0,15 a +0,68, p = 0,14).

Medindo a paciência nas ligações de ordem ímpar e o resultado nas de ordem par, a correlação com o atendimento fica em +0,75.

O que os dados não mostram

Causa. A análise é observacional e mostra associação. Para saber se mudar o tempo de espera causa uma mudança no resultado, seria necessário um teste controlado.

Venda. Nenhuma das duas partes chega ao desfecho comercial. O estudo vai até a conversa de 2 minutos e para ali.

Janela. O registro de chamadas guarda cerca de 90 dias, então os 24 meses deste estudo vieram de agregados congelados enquanto o dado ainda existia. O mesmo recorte não pode ser reconsultado meses depois.

Você está desligando cedo demais?

A gente analisou 63,5 milhões de chamadas para entender a relação entre o tempo de espera e as conversas que acontecem depois.

Por André Denófrio, Ricardo Fadel e Kessi Mendes

deslize pro lado pra avançar
2x

No perfil Máximo, os operadores mais pacientes fazem mais que o dobro de conversas de 2 minutos por dia.

63,5 milhões de chamadas de saída da API4COM em 24 meses · 32.622 operadores

O tempo até desligar entra na conta

A gente investigou como o tempo de espera antes de desligar se relaciona com o atendimento.

A API4COM sabe, com precisão de segundos, quanto cada operador espera antes de desligar. Esse tempo é a paciência deste estudo.

Compare quem liga no mesmo ritmo

Tem quem fez 5 chamadas em 24 meses e quem faz 200 por dia. A gente separou a base em cinco perfis de uso:

  • Esporádicomenos de 30 chamadas no total
  • Levemenos de 10 por dia
  • Moderado10 a 25 por dia
  • Intenso25 a 50 por dia
  • Máximo50 ou mais por dia

Cada operador só foi comparado com colegas do mesmo perfil.

Os mais pacientes atendem mais

Nos cinco perfis, a taxa de atendimento sobe do grupo mais apressado ao mais paciente. No perfil Máximo, de 37% para 58%.

Quanto mais o operador liga, mais a paciência importa

A correlação vai de 0,17 no Leve a 0,46 no Máximo. Nos grupos que mais ligam, a associação com a paciência é mais forte.

“Quanto a espera rende em atendimentos e conversas no fim do dia?”

Uma pergunta para quem gerencia a operação. Para responder, a gente comparou os 20% mais impacientes com os 20% mais pacientes de cada perfil.

Nos perfis de uso regular, os impacientes fazem de 5% a 13% mais tentativas por hora.

Os pacientes conseguem mais atendimentos por hora em todos os perfis.

Na conversa de 2 minutos, a diferença fica ainda maior. No perfil Máximo, 5,37 conversas por dia contra 2,35.

A diferença continua depois do alô
O efeito da espera, porta a porta

Nesta simulação, o vendedor B teve o dobro de conversas. As proporções vêm do perfil Máximo.

O que encontramos num time de 22 vendedores

Num cliente da API4COM, com 22 vendedores em cinco semanas, a correlação entre paciência e atendimento foi de +0,71: mais forte que na base inteira.

Nas conversas de 2 minutos, a associação ainda é incerta: com 22 vendedores, o intervalo de confiança inclui zero.

Como testar na sua operação
  1. Meça a paciência do time. Se a maioria desliga antes de 15 segundos, teste uma espera maior.
  2. Comece pelo time que liga muito. No perfil Máximo, a associação com o atendimento é mais forte.
  3. Acompanhe as conversas por hora. Inclua no painel as chamadas de 2 minutos ou mais.
  4. Separe os dois tempos. Meça o intervalo entre tentativas e a espera até desligar.
O próximo teste cabe na sua operação.

Você pode testar uma espera maior com a estrutura que já tem. Acompanhe o efeito nas conversas por dia.

No perfil que mais liga, os grupos registraram cerca de 2 e 5 conversas de 2 minutos por dia.

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