Cartinha do CEO - API4COM - 02/04/26
Fala galera, beleza?
Mais uma semana, mais uma cartinha. Bora?
O que está na minha cabeça?
- Atingimos o recorde de 700k de faturamento em um mês!
- Ajustes na projeção anual de acordo com os aprendizados do tri;
- Apresentação do update de cultura no evento de abertura do tri;
- Como abordar a parte “pública” da minha função?
- Como ter mentores bons faz diferença.
Comemorando a vitória sem perder a maratona de vista
Assim que confirmamos o atingimento dos 700k, eu fui comemorar (e reforçar que tá valendo a pena investir tempo na gente) com nossos mentores. Eu ri com o que Bruno Soares respondeu:

Logo printei pro Michel e pro Diniz, falando: ”olha o nível da orientação a resultados hahaha.”
Mas minha alegria mesmo, com a resposta, foi de não me surpreender, de estar com uma mentalidade muito similar, de ter a resposta na ponta da língua. E essa resposta foi setembro, mas depois de atualizar a projeção eu acho que dá pra fazer em agosto.
Sinto que estamos num equilíbrio muito bom entre estar fazendo um bom trabalho, nos orgulhar, mas sem “bobiça”. Estou muito orgulhoso dessa nossa maturidade.
A gente obviamente não faria esse resultado se não fosse cada um de vocês, que tá colocando todo seu esforço e talento pra jogo com toda a intensidade.
Uma pergunta simples pode mudar tudo
Na mentoria dessa semana, eu trouxe pro Bruno um desafio de não estar conseguindo dar a atenção que eu gostaria pra cada liderado. E apontei o fato de eu ficar remarcando os 1:1s como um sintoma disso. Eu sugeri que a quantidade de liderados poderia ser o desafio (atualmente tenho 8), e o Bruno trouxe uma pergunta que deixou tudo simples.
Tu trabalha 160 horas por mês. Teus 1:1s devem somar 8 horas, ou 5% do teu tempo. Será que diminuir a quantidade de liderados vai realmente resolver alguma coisa?
Ainda estou refletindo (junto com Diniz e os mentores) sobre isso, mas eu queria compartilhar (de novo) como é bom falar com gente foda.
Exercício da semana
Uma das coisas que eu aprendi a fazer pra aproveitar bem os mentores é o método de apresentar um problema encaminhado.
“Estou passando pelo desafio X e pensando em resolver da forma Y. O que você acha?”
Eu gosto desse método porque o mentor tem liberdade total pra puxar a conversa pra qualquer lado; inclusive pra pedir truco pro desafio.
Então quero te convidar pra, na semana que vem, tentar pelo menos uma vez chamar alguém (pode ser o coleguinha de função) só pra exercitar isso e ver se te entrega valor.
O que eu fiz com IA essa semana?
Continuo refletindo muito sobre IA e dois pontos principais me fisgaram.
- Eu e o Du estamos na fase do produto de CS na qual estamos “debugando” umas loucuras da IA.
Isso tem deixado muito claro pra mim o quanto é importante ter a IA como braço, mas nunca como cabeça do projeto. Que mesmo a gente sendo “não letrado” em código, a gente tem que entender por que nosso projeto é feito do jeito X ou Y. Tentar manter uma compreensão de como o produto funciona/deveria funcionar o tempo todo.
Se você não entende a lógica das coisas que estão no seu projeto, vai dar merda.
- Eu e o Diniz temos visões diferentes sobre IA e isso nos proporciona conversas muito ricas. Na última, me apareceu uma pergunta que eu acho útil pra entender o lugar da IA no mundo:
O que uma IA nunca vai conseguir fazer?
E nessa reflexão cheguei no seguinte lugar:
- A vida e o universo não têm sentido intrinsicamente; quem dá significado é o ser humano.
- Na realidade, só o ser humano pode significar.
Conclusão: independentemente do que uma IA produzir, só quem pode dizer se isso é bom, ruim, útil, valioso, chato, nocivo, é o ser humano.
E aí eu assisti este vídeo:
Aí caiu uma ficha pra mim. O loop de produto quebrou:
- Ideias de produto? Não precisa: pensa uma coisa bem inicial e manda vasculhar a internet, e copiar “o que tem de bom”.
- Implementação de produto? Sai fazendo com 10 agentes simultâneos e algum vai “funcionar”.
- Será que tá bom? Não dá tempo de testar cada coisa e ver se tá realmente funcionando. Se não explodir é porque tá bom.

Prevejo um cenário onde teremos pilhas praticamente infinitas de softwares meia boca ou projetos inacabados. E quando a bolha estourar, o básico vai se “consagrar”.
- O negócio que resolve uma dor real.
- O negócio que cumpre o que promete.
- O bom atendimento.
- Customer Discovery e Customer Development.
Por enquanto, vejo motivos pra acreditar nessa ideia e dobrar a aposta em estudar aquilo que a IA nunca vai saber: como ser um ser humano “topzera”.
Como sempre, conto com os feedbacks de vocês!
Mais um tijolinho na nossa construção,
Denófrio.
