Cartinha do CEO - API4COM - 27/03/26
Fala galera, beleza?
Mais uma semana, mais uma cartinha. Bora?
Na última semana, retomamos as mentorias com o Bruno Soares e os feedbacks ainda ecoam na cabeça. É surreal pensar no que o Bruno e João comentaram em um dos episódios do Startups Dillema: é comum empreendedores serem resistentes a feedbacks. Pois sinto que, cada vez que a gente tem a oportunidade de ouvir esses caras, a gente dá um salto como negócio.
O que está na minha cabeça?
- Como incorporar IA de maneira útil e prática na realidade do time;
- Fechamento dos OKRs;
- Evento de virada de tri;
- Necessidade de reorganizar minha agenda e estrutura de lideranças pra conseguir estar perto de cada liderado (já passei das duas pizzas);
- MUITAS reflexões e ideias vindas do Hackathon (que ainda precisam ser digeridas).
Pra onde estamos indo?
Agora, com a casa um pouco mais organizada e mais ágeis na produção de produto, estamos indo pra um novo trimestre com:
- Mais IA no dia a dia;
- Pelo menos 5 novas pessoas na empresa (Vitória, Nathan e +3 contratações);
- Estruturação do RH;
- Consolidação do Financeiro;
- Otimização da projeção;
- Otimização do fluxo de aprovação de investimentos;
- Aumento da velocidade de produção de software;
- Consolidação do time de lideranças;
- Mais produção de conteúdo.
Aprendizados da semana
- É bom demais acolher feedback de gente muito boa.
- Preciso combinar melhor o jogo com as lideranças pra galera me chamar, percebi que a correria virou “não vou chamar o André por que ele tá corrido”.
- As pessoas estão mais distantes do uso de IA do que eu imaginava.
- É muito mais rápido produzir coisas úteis com IA do que eu imaginava.
- “Saber o que quer” vai ter um valor absurdo na era da IA.
- “Saber comer” tem um impacto gigantesco nessa nova era (explico abaixo).
O que eu fiz com IA essa semana?
Essa semana, a grande prova real veio no Hackathon de quarta e quinta, refatorando o nosso Super Admin.
Eu fiz questão de participar ativamente não só pra estar perto do time e conhecer melhor essa dinâmica (foi meu primeiro Hackathon), mas principalmente pra entender os impactos da IA no fluxo.
Consegui colaborar muito mais do que eu imaginava. Utilizamos principalmente Lovable e Claude como ferramentas principais de IA.
O que me surpreendeu foi a capacidade de contribuição que pessoas não devs tiveram no fluxo.
Em um episódio do “Pesadelo na Cozinha”, o Jacquin vai num restaurante japonês, e a resposta do cozinheiro às críticas foi:
”Mas tu sabe fazer comida japonesa?”
E eu carrego a resposta do Jacquin pra sempre comigo:
”Eu não sei fazer, mas eu sei comer.”
O que eu quero dizer é: eu e o Du, com pouco conhecimento de produto, frontend e tal, conseguimos produzir uma série de coisas relevantes com velocidade porque a gente tinha clareza do que a gente queria ver.
Se você é uma pessoa de negócios, nunca houve momento melhor pra interagir com produção de software como agora.
Foi loucura a gente conseguir colocar isto de pé em dois dias:

O que mudou na minha cabeça sobre “como se produz”
Foi muito nítido como o escopo e o fluxo de produção de um time de dev muda quando IA entra de verdade.
Na prática, rolou um arranjo muito massa:
- Eu e o Du atuando principalmente como front/designers.
- A Bea atuando como front/designer também, mas principalmente batendo o bumbo e garantindo que todas as diferentes partes estariam prontas a tempo (e que iam se encaixar).
- O Victor ajudando forte a organizar backlog e mapear o que faltava e o que ia ficar pra próxima rodada; mas também com atividades de front/design.
- E os devs (Matheus, Michel e o Leo) amarrando os fios, conectando as loucuras do front com algo que funciona de verdade no back.
Alguns aprendizados práticos (bem pé no chão)
- Dá pra fazer muito mais hoje, usando Lovable, do que dava no passado.
- Pra pesquisar convenção e boa prática, o Claude foi muito melhor.
- O Lovable é bão de front, mas ele é quase um “Figma premium”: na hora de pensar mesmo, o bicho é complicado.
- O Claude é bom pra coisa profunda; ele ajuda mais a buscar referência, levantar padrões e estruturar o caminho.
- Depois que a convenção está clara, levar pro Lovable implementar funciona muito bem.
- Interconectar projetos é mais fácil (e mais reaproveitável) do que a gente imaginava. Dá pra mencionar um projeto com @ no Lovable e puxar coisas de outro.
Com isso, acho que a principal dinâmica que eu reforcei de trabalho com IA é:
Tela 1 — Lovable
- Mão na massa: construir interface e fluxo.
- Implementar rápido e iterar.
- Fazer o “produto aparecer”.
Tela 2 — Claude
- Tirar dúvidas e pesquisar boas práticas.
- Pensar no todo e no que pode quebrar.
- Antecipar riscos e sugerir caminhos.
Como sempre, conto com os feedbacks de vocês!
Mais um tijolinho na nossa construção,
Denófrio.
