Cartinha especial · API4COM

Cartinha do CEO

- convidado especial: Vitor Pereira - CRO

Edição 18/09/26André Denófriopra galera da API4COM
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Fala galera, beleza? Mais uma semana, mais uma cartinha.

Essa aqui é diferente. Eu chamei um convidado, e daqui pra baixo quem fala é o Vitor, nosso CRO. O texto é dele, do jeito que ele me mandou. Eu só abri a porta.

VPVitor Pereira Vitor Pereira CRO da API4COM · convidado desta edição

Oi galera, eu queria dar um adicional de bacon no recado de umas semanas atrás, aquele da história da RD - seja motorista, não seja passageiro.


01Onde as pessoas bugam

Sair do banco do passageiro e virar motorista é assumir o controle: parar de esperar o que vai acontecer e ir atrás do que tu quer. Resolver a coisa, chegar em algum lugar. Esse era o recado principal da cartinha.

Algumas semanas atrás eu conversei com o pessoal do comercial e vi onde ele emperra. A pessoa entende, concorda, acha legal, e buga na hora de aplicar.

Porque ela pode simplesmente não saber como sair do banco do passageiro. Segue refém de esperar o que vai acontecer, sem assumir o controle e pilotar pro lugar que ela quer ir.

O que falta é o como.

🤷

Já aviso que talvez isso seja óbvio demais. Se for, me desculpem.

Se pegar em uma pessoa só, já valeu.


02A pergunta que te troca de banco

O como, pra mim, é uma pergunta só:

O que mais eu posso fazer pra alcançar a coisa X?

Responder ela é o que te move do passageiro pro motorista. É o que eu uso toda vez que alguma coisa importante para de andar, e é a única coisa que eu tenho pra somar pra quem está dentro do carro.


03A resposta boa nunca vem de primeira

Tem um segundo ponto, e é esse que eu acho que pega mais.

A pessoa lembra da pergunta e não se faz a pergunta. Ou, se faz, pensa dez segundos, não aparece nada, e conclui que não tem o que fazer.

Lembrar da pergunta é fácil. A parada é sentar com ela e ficar ali até sair alguma coisa.

Aprofundar incomoda, porque a primeira leva de ideias costuma ser ruim e a segunda também. Coisa que presta começa a aparecer depois das primeiras.


04Na RD, a ideia que funcionou foi a última da lista

Foi exatamente assim que apareceu o que eu acabei fazendo quando visitei a RD.

As coisas não estavam rolando, eu precisava chegar em outro cara e não tinha caminho. Fiquei puto. Depois sentei e comecei a listar: que mais que eu posso fazer? Podia fazer isso, podia fazer aquilo, um monte de troço.

Lá pro fim da lista veio: cara, só se eu invadir. Me infiltrar lá e falar direto com quem manda.

🪧

É uma ideia louca, mas pode ser que dê certo.

Ela não estava disponível no minuto um. Apareceu depois de um tempão de cabeça naquilo, e é por isso que eu insisto tanto nessa parte.

Pra quem quiser ouvir a história, acessa o vídeo aqui. É o recorte da gravação do nosso check-in do dia 04/09.

▶ Escuta a história completa 27min · acesso com o teu e-mail @api4com.com Abrir

05Na última semana de agosto, a mesma pergunta segurou a meta

E aqui vai mais um adicional de bacon, esse bem mais fresco que a RD.

Na última semana de agosto a gente estava bem longe da meta comercial. Faltava aquela semana pra entregar, e do jeito que estava ia depender da sorte: só se aparecesse um cara de 5K.

Aí veio o mesmo drive.

Não, peraí. O que que a gente pode fazer?

Fui vendo, vendedor por vendedor, o que cada um ainda tinha na mão. Cada um controlando, pilotando e sendo dono do seu resultado, atrás do número.

E deu boa pra caralho.

🚗

Mesma pergunta, contexto completamente diferente.

A diferença foi alguém sentar e olhar, um por um, o que ainda dava pra fazer.

✏️ // Sugestão do Vitor

Senta com a pergunta. De verdade.

É literalmente o que eu fiz nos dois casos que eu contei aqui:

  1. Escolhe uma coisa que tu quer alcançar e que hoje está “dependendo da sorte”.
  2. Se faz a pergunta: o que mais eu posso fazer? E não responde na hora.
  3. Escreve um monte de troço. Tudo que vier, inclusive a ideia louca. A da RD veio no fim da lista.
  4. Escolhe uma e faz ainda essa semana.
🚗

É isso, galera. Testa essa semana e me conta se funcionou.
Vitor.

👏

Aqui é o André de novo, e só pra falar: porra, muito foda, uma palma de salva aí pro Vitinho.

Eu enchi o saco dele mais de uma vez pra ele contar essa história. E é por isso:

É fácil olhar pro Vitor de hoje, que é um cara foda, e achar que trucar alguém é coisa da personalidade dele. Uma coisa “nata”.

Não é. Não por muito longe.

Quem trabalha mais perto vê que é técnica. E técnica se aprende.

Pra mim essa história é um poema à capacidade do ser humano de mudar.

Eu não preciso ser amanhã a mesma pessoa que eu fui ontem.

Não de zero a 100. Mas a gente pode mudar, e a gente pode melhorar.

Obrigado, Vitor. E contem comigo. Eu conto com vocês.

🧱

Mais um tijolinho na nossa construção,
Denófrio.

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