Fala galera, beleza? Mais uma semana, mais uma cartinha.
Essa aqui é diferente. Eu chamei um convidado, e daqui pra baixo quem fala é o Vitor, nosso CRO. O texto é dele, do jeito que ele me mandou. Eu só abri a porta.
Vitor Pereira
CRO da API4COM · convidado desta edição
Oi galera, eu queria dar um adicional de bacon no recado de umas semanas atrás, aquele da história da RD - seja motorista, não seja passageiro.
01Onde as pessoas bugam
Sair do banco do passageiro e virar motorista é assumir o controle: parar de esperar o que vai acontecer e ir atrás do que tu quer. Resolver a coisa, chegar em algum lugar. Esse era o recado principal da cartinha.
Algumas semanas atrás eu conversei com o pessoal do comercial e vi onde ele emperra. A pessoa entende, concorda, acha legal, e buga na hora de aplicar.
Porque ela pode simplesmente não saber como sair do banco do passageiro. Segue refém de esperar o que vai acontecer, sem assumir o controle e pilotar pro lugar que ela quer ir.
O que falta é o como.
Já aviso que talvez isso seja óbvio demais. Se for, me desculpem.
Se pegar em uma pessoa só, já valeu.
02A pergunta que te troca de banco
O como, pra mim, é uma pergunta só:
O que mais eu posso fazer pra alcançar a coisa X?
Responder ela é o que te move do passageiro pro motorista. É o que eu uso toda vez que alguma coisa importante para de andar, e é a única coisa que eu tenho pra somar pra quem está dentro do carro.
03A resposta boa nunca vem de primeira
Tem um segundo ponto, e é esse que eu acho que pega mais.
A pessoa lembra da pergunta e não se faz a pergunta. Ou, se faz, pensa dez segundos, não aparece nada, e conclui que não tem o que fazer.
Lembrar da pergunta é fácil. A parada é sentar com ela e ficar ali até sair alguma coisa.
Aprofundar incomoda, porque a primeira leva de ideias costuma ser ruim e a segunda também. Coisa que presta começa a aparecer depois das primeiras.
04Na RD, a ideia que funcionou foi a última da lista
Foi exatamente assim que apareceu o que eu acabei fazendo quando visitei a RD.
As coisas não estavam rolando, eu precisava chegar em outro cara e não tinha caminho. Fiquei puto. Depois sentei e comecei a listar: que mais que eu posso fazer? Podia fazer isso, podia fazer aquilo, um monte de troço.
Lá pro fim da lista veio: cara, só se eu invadir. Me infiltrar lá e falar direto com quem manda.
É uma ideia louca, mas pode ser que dê certo.
Ela não estava disponível no minuto um. Apareceu depois de um tempão de cabeça naquilo, e é por isso que eu insisto tanto nessa parte.
Pra quem quiser ouvir a história, acessa o vídeo aqui. É o recorte da gravação do nosso check-in do dia 04/09.
▶ Escuta a história completa 27min · acesso com o teu e-mail @api4com.com Abrir05Na última semana de agosto, a mesma pergunta segurou a meta
E aqui vai mais um adicional de bacon, esse bem mais fresco que a RD.
Na última semana de agosto a gente estava bem longe da meta comercial. Faltava aquela semana pra entregar, e do jeito que estava ia depender da sorte: só se aparecesse um cara de 5K.
Aí veio o mesmo drive.
Não, peraí. O que que a gente pode fazer?
Fui vendo, vendedor por vendedor, o que cada um ainda tinha na mão. Cada um controlando, pilotando e sendo dono do seu resultado, atrás do número.
E deu boa pra caralho.
Mesma pergunta, contexto completamente diferente.
A diferença foi alguém sentar e olhar, um por um, o que ainda dava pra fazer.