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Cartinha do CEO · API4COM

Cartinha do CEO

Edição 26/06/26André Denófriopra galera da API4COM
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Fala galera, beleza? Mais uma semana, mais uma cartinha - essa vem com o acumulado de duas, porque na passada a gente tava no evento do Atomic Growth Club.

O evento foi muito bom, e o ponto alto pra mim foi a palestra do Sandro Magaldi. Eu já respeitava o cara, mas ficou claro o quanto ele se propõe a ir até o fundo de qualquer assunto que estuda. Recomendo demais qualquer conteúdo dele.

Fica a dica: o Sandro tá lançando um livro sobre Flywheel. Quem quiser ler, fala com a gente que a empresa compra.


01A troca de faixa virou prática

Nas últimas duas semanas a gente focou em tangibilizar a mudança de rota. Tá cada vez mais claro o nosso papel de vendedor de pá na Corrida do Ouro: posicionado pra empresas maiores e pra CRMs, integradores e softwares que querem levar telefonia pra dentro de vendas.

Foi trampo forte - repensar produto, repensar conteúdo, tudo em cima disso. E acho que agora, cada um no seu time, dá pra enxergar de forma mais concreta o tamanho da oportunidade que tá na mesa.

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A gente tá fazendo essa transição de faixa em vários times ao mesmo tempo. Não é confortável - e tudo bem não ser.

Conectado com isso, vem um exercício importante de desenhar os próximos OKRs, já dentro da estratégia nova.

E um pedido prático: no seu próximo 1:1, pergunta pro teu líder como têm sido essas semanas pra ele. Como tá o desenvolvimento, como tá a jornada.

Vai ser bom pra todo mundo. Ajuda a enxergar que o nosso problema não é só nosso.

Todo mundo tem desafio. Todo mundo se sente inseguro às vezes. Ninguém aqui é super-herói.


02Dois avisos práticos

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Bloqueio de ramais usados indevidamente está chegando (a gente ainda precisa de um nome melhor pra isso). A expectativa é que ajude no faturamento, com as contas se ajustando.

Crescimento: a gente vem andando meio de lado já faz alguns meses. Isso é coisa que todo mundo pode ajudar a destravar - pensem em ferramentas e estratégias pra alavancar receita. Decisão boa se toma com a cabeça tranquila, não com a corda no pescoço.


03É só mais uma fase

O problema do momento sempre parece o maior de todos. O de ontem já parece menor, o de amanhã parece impensável. Mas se a gente dá dois, três passos pra trás e aperta o olho, os três têm uma coisa em comum.

Já teve um dia em que escrever de caneta na escola, sem poder errar, foi um problema enorme. Já teve um dia em que "e se ninguém gostar de mim?" foi o fim do mundo. Hoje a gente olha pra trás e entende: era só mais uma fase.

🌀"No fundo, segue sendo a vida que a gente já vivia - mais uma fase que a gente atravessa, como atravessou as outras."

Pra quem curte o tema, vale o vídeo do Clóvis de Barros sobre as fases da vida - boa referência sobre perspectiva.


04A cultura que eu quero implantar: intensidade

Tem um ponto que eu preciso deixar muito claro, porque acho que ficou nebuloso. Todo esse papo de Corrida do Ouro: a gente tem que ficar apavorado e se matar de trabalhar, ou tem que levar numa boa?

Nenhum dos dois - e é mais interessante que isso. A real é que essa conversa tem bem menos a ver com horas do que parece. Com as horas que a gente já tem, dá pra fazer o que precisa pra gerar o crescimento que a gente se propôs.

E lembra do nosso evento do trimestre passado, do joguinho: sem saúde mental, não tem produtividade nenhuma. Se alguém aqui entra em burnout, a produtividade vai a zero. Então isso aqui não é discurso de aumentar a jornada em 50%.

⚡ O ponto não é fazer mais. É multiplicar a produtividade das horas que eu já tenho.

Quem quiser trabalhar mais, pode. Quem quiser trabalhar menos, pode. O rolê não é esse. É o que cada um se propõe a fazer, o que cada um quer pra própria carreira e quanta energia faz sentido investir nisso.

A cultura que eu quero aqui é uma cultura de intensidade. Pra quem trabalha mais e pra quem trabalha menos, a provocação é a mesma: no tempo em que tu estiver trabalhando, seja intenso.

Faz de corpo e alma. Pensa no que tá fazendo, reflete, provoca: como eu tiro o melhor dessa atividade?

A pergunta deixa de ser "como faço mais" e vira "como resolvo esse problema com mais eficácia e mais qualidade".

E quando eu resolvo mais rápido, não é pra empilhar mil problemas no mesmo dia. É pra sobrar tempo pra estudar, pesquisar e viver com mais qualidade.


05Chovendo no molhado: o tempo que a IA devolve

Vocês já sabem que eu bato nessa tecla, então vou ser curto. Boa parte do ganho de produtividade que a IA traz, pra mim, deveria voltar pra estudo e pesquisa.

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A IA te devolve tempo. A pergunta é o que tu faz com ele - e reinvestir esse tempo em aprender é o que mantém a gente do lado certo do abismo.


06A genialidade mora na pergunta

Quero dar profundidade numa coisa que me marcou - e que acabou virando a ideia do Uno Reverse.

O Vitor, que já foi meu sócio e hoje tá apoiando a área de parcerias, me disse numa conversa de dez minutos algo simples e poderoso.

Ele parou pra pensar na própria função, começando do zero: "a função de parcerias é gerar mais lead pra gente vender mais. Então a minha pergunta virou: como eu gero o máximo de lead, o mais rápido possível?"

Na hora que ele falou isso, a ideia do Uno Reverse apareceu pronta na minha cabeça. E ela nunca teria aparecido se o Vitor não tivesse feito aquela pergunta.

❓ A genialidade não tá na resposta. Ela mora na pergunta.

Ou seja: dá pra todo mundo fazer mais e melhores perguntas. Me provocar com o que não tá claro. Questionar as crenças que a gente carrega no bolso - sobre a empresa, sobre o mercado, sobre a vida.

Boa parte das melhores ideias tá escondida atrás de uma pergunta que ninguém fez ainda.


07Tá na hora de repensar o impossível

E é aqui que eu quero fechar. Todo dia a sociedade passa por transformações que, pra mim, têm a dimensão do que foram o computador, a internet e o smartphone - coisas que mudaram o jeito da gente viver e se relacionar.

Quando o mundo muda assim, as paredes onde a gente se encostava começam a cair. "Isso aqui não dá", "isso funciona assim mesmo", "isso deveria ser de outro jeito" - muito disso vai pro chão.

E quando vai pro chão, alguém coloca uma coisa nova no lugar. Alguém decide como vai ser o novo.

A gente costuma se colocar no lugar de quem não decide. Eu quero o contrário.

Vale lembrar como a nossa noção de "normal" muda rápido. Não faz tanto tempo, uma pessoa podia ser dona de outra. Mulher não podia votar.

E a legítima defesa da honra - a tese que absolvia o homem que matava a mulher "por amor", alegando traição - só foi proibida de vez pelo STF em 2023.

Era tudo absurdo - e era tudo tratado como normal.

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Nenhuma geração pegou mudanças tão profundas quanto a nossa. Não faz sentido a gente ser uma geração conformada, que aceita as coisas como elas são - até porque elas nem são tão bem definidas assim.

A gente não tá aqui pra seguir. Tá aqui pra mudar. Pra descobrir o que é melhor e fazer isso com coragem. (Vale o vídeo do Steve Jobs sobre cutucar o mundo: se você empurra de um lado, alguma coisa sai do outro.)

✏️ // Convite da semana

Uma coisa. Duas atitudes.

Escolhe uma coisa importante dessa semana e faz duas coisas com ela:

  1. Pergunta melhor: "o que realmente importa nessa conversa?"
  2. Faz com intensidade total - de corpo e alma, do começo ao fim.

Sem precisar de mais horas. Só com mais presença.

Contem comigo. Eu conto com vocês.

🧱

Mais um tijolinho na nossa construção,
Denófrio.

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